19 de setembro, 2007 - 05h28 GMT (02h28 Brasília)
O tufão Wipha atingiu a costa leste da China na madrugada desta quarta-feira (tarde de terça-feira pelo horário de Brasília), mas a previsão é de que não passe por Xangai.
Segundo o órgão de prevenção de enchentes de Xangai, o tufão deverá passar a cerca de 100 quilômetros a sudoeste da cidade, que é a maior da China e o centro financeiro do país.
Antes da chegada do Wipha, alertas de que o tufão poderia ser o mais devastador a atingir a região nos últimos dez anos levaram à evacuação de mais de 2 milhões de pessoas em Xangai e nas províncias de Fujian e Zhejiang.
O jogo da Seleção Brasileira de futebol feminino, que disputa a Copa do Mundo e iria enfrentar a Dinamarca nesta quarta-feira, na cidade de Hangzhou, foi adiado para quinta-feira.
O Wipha perdeu força e acabou rebaixado de categoria, transformando-se em uma tempestade tropical.
No entanto, ainda há risco de graves danos na região próxima a Xangai.
Segundo o correspondente da BBC Quentin Sommerville, em Xangai, as autoridades alertaram que o Wipha ainda pode provocar grandes inundações, ventos e chuvas fortes na região.
Na província de Zhejiang, o Wipha produziu ondas de até 10 metros.
Em uma declaração publicada no site do governo, o presidente da China, Hu Jintao, e o primeiro-ministro, Wen Jiabao, pediram que as províncias reforcem as defesas e garantam a segurança dos moradores.
Na terça-feira, a passagem do Wipha pelo norte da Ilha de Taiwan forçou escolas e escritórios a fecharem as portas.
Na capital, Taipé, um homem morreu depois de ser atingido por estruturas de metal que desabaram num canteiro de obras.
Os aeroportos foram fechados e os vôos tiveram de ser suspensos por causa do mau tempo.
Nos últimos anos, o mais forte tufão a atingir a costa da China foi o Winnie, que deixou 236 mortos em 1997.