18 de setembro, 2007 - 13h08 GMT (10h08 Brasília)
Daniela Fernandes
Enviada especial a Mônaco
O ex-banqueiro Salvatore Cacciola deixou o Palácio da Justiça de Mônaco em um camburão às 10h15 (hora de Brasília) após o fim da audiência que avaliou seu pedido de liberdade. A imprensa ainda não foi informada sobre a decisão do juiz.
A audiência desta terça-feira é considerada decisiva para o processo de extradição das autoridades brasileiras.
O ex-dono do banco Marka está preso na penitenciária de Mônaco desde sábado e tinha um prazo de cinco dias, a contar do dia da detenção, para apresentar a sua defesa.
A eventual libertação de Cacciola poderia permitir que ele tentasse retornar à Itália, onde esteve foragido desde que deixou o Brasil em 2000. A Itália tem se recusado a extraditá-lo, pois o ex-banqueiro também tem cidadania italiana.
Na segunda-feira, o governo brasileiro enviou um documento à embaixada de Mônaco, em Paris, no qual manifesta formalmente o interesse do Brasil na extradição de Cacciola.
No pedido, o Brasil requer a prisão preventiva do ex-banqueiro para que ele seja extraditado.
A embaixada brasileira em Paris enviou uma diplomata, a ministra-conselheira Maria Laura da Rocha, para acompanhar a audiência de Cacciola em Mônaco.
'Muito rápida'
A procuradora-geral de Mônaco, Annie Brunet-Fuster, disse à BBC Brasil que as chances do ex-banqueiro ser libertado nesta terça-feira são pequenas, mas existem.
A procuradora avalia que se o Brasil cumprir o prazo normal de 20 dias para enviar o pedido de extradição, a decisão sobre o processo poderia ser anunciada em cerca de um mês.
“Normalmente a decisão do governo de Mônaco é muito rápida”, disse a procuradora.
Cacciola foi condenado em 2005 a 13 anos de prisão pela Justiça do Rio de Janeiro por crimes de peculato (utilização do cargo para apropriação de dinheiro) e gestão fraudulenta do banco Marka.