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17 de setembro, 2007 - 16h06 GMT (13h06 Brasília)

Denize Bacoccina
De Brasília

Itamaraty inicia pedido de extradição de Cacciola

O Ministério das Relações Exteriores enviou nesta segunda-feira à embaixada brasileira em Paris o pedido de prisão preventiva para fins de extradição ao Brasil do ex-banqueiro Salvatore Cacciola.

A partir da embaixada de Paris, o pedido será então encaminhado à Justiça de Mônaco, onde Cacciola está detido desde sábado, quando foi capturado pela polícia ao tentar entrar no principado.

O pedido de prisão preventiva é o primeiro passo para o pedido de extradição propriamente dito que, segundo o Itamaraty, será feito “proximamente”.

Embora Cacciola já esteja detido, o pedido de prisão a partir do governo brasileiro mostra, segundo o Itamaraty, "o interesse brasileiro na extradição e a relevância política do caso”.

Prejuízo

A embaixada de Paris também está enviando nesta terça-feira a Mônaco a ministra-conselheira Maria Laura da Rocha, a segunda na hierarquia da embaixada, para acompanhar a audiência na Justiça que vai decidir pela liberação do ex-banqueiro ou pela continuidade da detenção e possível extradição.

O pedido de extradição está sendo elaborado pelo Ministério da Justiça e será encaminhado pelo Itamaraty.

Representantes dos dois ministérios e da Polícia Federal se reúnem nesta segunda-feira à tarde para discutir os próximos passos a serem tomados pelo governo brasileiro.

Salvatore Cacciola era procurado pela Justiça brasileira desde 1999, e em 2005 foi condenado a 13 anos de prisão por peculato e gestão fraudulenta do banco Marka, do qual era proprietário, numa operação que gerou prejuízo de R$ 1,6 bilhão ao Banco Central durante a maxidesvalorização do real.

Desde 2000, ele estava foragido na Itália. Cacciola é cidadão italiano naturalizado brasileiro e por isso sua extradição foi negada pelo governo italiano.