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05 de setembro, 2007 - 09h18 GMT (06h18 Brasília)

Paciente de transplante vê seu coração exibido em Londres

Uma mulher viu seu próprio coração em exibição em uma exposição médica.

A britânica Jennifer Sutton, de 23 anos, submeteu-se a um transplante de coração em meados deste ano.

Ela tinha uma doença potencialmente fatal, cardiomiopatia restritiva, na adolescência.

Agora o coração que batia no peito de Sutton, e que quase causou sua morte, foi colocado em uma mostra temporária pela Wellcome Collection, no centro de Londres.

A exposição explora o significado médico e cultural do coração.

Sutton decidiu permitir que o coração seja exibido depois de passar pela operação no Hospital Papworth, na cidade britânica de Cambridge, em junho.

Ela espera ajudar a conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos e sobre a doença que quase a matou.

Emoção

"Ver o meu coração pela primeira vez foi uma experiência surrealista e emotiva", disse Sutton.

"(O coração) me trouxe tanta dor e confusão quando estava dentro de mim. Vê-lo aqui é extremamente bizarro e muito estranho."

"Finalmente eu posso ver este pedaço de músculo de aparência estranha que me deu tanta tristeza."

A cardiomiopatia restritiva faz com que o músculo cardíaco fique endurecido, impedindo que o coração relaxe normalmente após uma contração.

Na medida em que a doença se agrava, o músculo cardíaco continua a se tornar rijo e as contrações começam a ser afetadas.

A doença leva à morte e transplante é a única cura.

Quatro em cada dez mortes na Grã-Bretanha são provocadas por doenças cardíacas e vasculares, de acordo com a Fundação Britânica do Coração.

Na média, pacientes com problemas cardíacos esperam 103 dias para ter disponível um órgão apropriado.

No ano passado, 28 pacientes morreram enquanto aguardavam um coração para transplante.

A exposição da Wellcome, que fica em cartaz até 16 de setembro, inclui o trabalho dos artistas Leonardo da vinci e Andy Warhol, e o Livro Egípcio dos Mortos.