04 de setembro, 2007 - 05h01 GMT (02h01 Brasília)
O Exército colombiano anunciou nesta segunda-feira ter matado um dos principais líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Tomás Medina Caracas, também conhecido como "El Negro Acacio".
Segundo o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, o líder rebelde foi morto no domingo, durante um ataque de um grupo de elite do Exército e da Força Aérea contra guerrilheiros em um acampamento das Farc na selva, no leste do país.
Outros 16 guerrilheiros também morreram no confronto, informou Santos.
O ministro disse que a morte de Medina Caracas representa o maior golpe já desferido contra a capacidade logística das Farc.
De acordo com o ministro, Medina Caracas coordenava as operações de tráfico de drogas e de armas das Farc.
O guerrilheiro era procurado pela Interpol e por outras organizações policiais havia anos.
Um de seus sócios mais importantes foi o traficante brasileiro Luiz Eduardo da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que foi capturado na Colômbia em 2001.
Os Estados Unidos também queriam a extradição de Medina Caracas, para processá-lo por tráfico de drogas.
Há temores de que a morte do líder rebelde prejudique as tentativas de negociação entre o governo da Colômbia e as Farc, mediadas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Chávez está atuando como mediador na busca de um acordo humanitário que possibilite a libertação de reféns em poder do grupo em troca rebeldes mantidos em prisões colombianas.
Na última sexta-feira, em visita à Colômbia, Chávez anunciou que pretende receber um representante das Farc em Caracas para discutir um acordo.
Também nesta segunda-feira, uma delegação da Cruz Vermelha viajou a uma região de selva no oeste da Colômbia para recuperar os corpos de 11 deputados que morreram em junho enquanto estavam em poder das Farc.