03 de setembro, 2007 - 15h14 GMT (12h14 Brasília)
O Vaticano divulgou nesta segunda-feira uma nota classificando como um aparente suicidio a morte de um membro da polícia da cidade-Estado.
O soldado Alessandro Benedetti, de 25 anos, foi encontrado baleado em um banheiro no quartel da força e morreu nesta segunda-feira em um hospital em Roma.
Os disparos foram ouvidos de madrugada, e colegas de Benedetti ainda o encontraram com vida. Ele morreria horas depois em um hospital.
Os guardas do Vaticano teriam encontrado uma nota no apartamento do soldado, que começara a trabalhar na cidade-Estado em abril, e entregue a mensagem a investigadores.
Escolhidos a dedo
De acordo com o correspondente da BBC em Roma Christian Fraser o comportamento do soldado não chamava a atenção dos colegas.
Os policiais do Vaticano são militares altamente treinados e escolhidos a dedo nos esquadrões antiterror da Itália.
Eles trabalham em cooperação com a Guarda Suíça na manutenção da segurança dentro da cidade do Vaticano, além de serem responsáveis pela segurança do papa em viagens.
Todos os homens são submetidos a intensos exames psicológicos antes de serem aceitos na função.
Se confirmado, este não terá sido o primeiro caso de suicídio de um guarda do Vaticano.
Em 1988, um integrante da Guarda Suíça matou o seu comandante e a esposa dele antes de apontar a arma para a própria cabeça.