30 de agosto, 2007 - 05h47 GMT (02h47 Brasília)
O ministro das Finanças da China, Jin Renqing, renunciou ao cargo nesta quinta-feira.
Em um comunicado oficial, o governo chinês diz que o ministro deixou o cargo por "motivos pessoais".
No entanto, alguns jornais chineses afirmam que a saída de Jin foi provocada por seu envolvimento em um escândalo sexual.
Segundo jornais de Hong Kong, o ministro foi forçado a renunciar depois de manter um romance com a amante de outro membro da cúpula do Partido Comunista.
Jin, de 63 anos, comandava a pasta de Finanças desde 2003, período em que a China registrou um boom econômico.
No comunicado oficial, o governo chinês informou que Jin será transferido para um centro de análises do Partido Comunista, onde será vice-diretor.
Ainda não foi anunciado oficialmente o nome do sucessor de Jin.
A troca de comando no Ministério das Finanças ocorre em meio à crescente preocupação com o aumento da inflação na China.
A saída de Jin também ocorre às vésperas do Congresso Nacional do Partido Comunista, que se realiza a cada cinco anos e será aberto em 15 de outubro.
O congresso reúne cerca de 2 mil membros do alto escalão do partido para definir as prioridades do país para os próximos anos.
O presidente da China, Hu Jintao, deverá consolidar seu poder no encontro deste ano.