29 de agosto, 2007 - 23h36 GMT (20h36 Brasília)
Mais de 80 pessoas foram presas nesta quarta-feira no Chile em confrontos entre manifestantes e a polícia.
Na capital, Santiago, os policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os manifestantes.
O protesto de 24 horas contra as políticas econômicas neoliberais do governo foi organizado pela maior federação de sindicatos de trabalhadores do Chile com o objetivo de ser o maior desde a volta da democracia ao país, há 17 anos.
Os manifestantes bloquearam ruas em diversas partes da cidade, provocando um caos no trânsito de Santiago.
Os piores confrontos com a polícia ocorreram no momento em que manifestantes tentaram se aproximar do palácio presidencial de La Moneda.
Segundo o correspondente da BBC Daniel Schweimler, o descontentamento com a presidente Michelle Bachelet vem crescendo desde que ela assumiu o governo, no ano passado.
De acordo com Schweimler, a presidente chilena não gostou do fato de muitos membros de seu próprio governo terem participado dos protestos e afirmou que se recusa a aceitar que sua dedicação à justiça social não esteja sendo reconhecida.
Bachelet apelou para o diálogo em lugar da violência.
A economia chilena é considerada uma das mais fortes e mais estáveis da América Latina.
No entanto, líderes sindicais afirmam que o sucesso econômico levou piores condições sociais e de trabalho.
Esse protesto é o último de uma série de demonstrações violentas realizadas no Chile nos últimos meses, com reivindicações como um maior investimento em educação ou uma nova política de transporte para Santiago.