26 de agosto, 2007 - 19h55 GMT (16h55 Brasília)
Os líderes xiitas, sunitas e curdos do Iraque assinaram um acordo de reconciliação, informou neste domingo o primeiro-ministro do país, Nouri Maliki.
O acordo foi o segundo passo em direção à estabilização política do Iraque, disse Maliki, depois que quatro partidos xiitas e curdos formaram uma nova aliança.
Segundo o premiê, um comitê formado pelos partidos "alcançou algumas soluções".
Entre os temas que estão sendo discutidos estão a realização de eleições provinciais e o fim da proibição de ex-integrantes do Baath – partido do governo durante a era Saddam Hussein – de participarem dos serviços civil e militar.
Críticas a americanos
Maliki falou à imprensa em uma entrevista coletiva ao lado do presidente do país Jalal Talabani, do vice-presidente sunita, Tariq al-Hashemi, do vice-presidente xiita, Adel Abdul-Mahdi, e do presidente da região curda, Massoud Barzani.
De acordo com o correspondente da BBC em Bagdá Mike Wooldridge, nada sugere ainda que uma coalizão ampla de governo ficou mais próxima depois do acordo assinado neste domingo.
Segundo ele, a coletiva de imprensa parece mais uma tentativa de passar uma imagem de aproximação política do que necessariamente um esforço para se conseguir um acordo importante.
Antes do anúncio do acordo, o primeiro-ministro iraquiano rebateu as críticas que recebeu de políticos americanos que pediram sua retirada do poder.
Mencionando os senadores democratas Hillary Clinton e Carl Levin, Maliki disse neste domingo que eles estão agindo como se o Iraque fosse "propriedade deles".
Dois senadores voltaram a criticar Maliki neste domingo.
O senador John Warner, do partido Republicano, do presidente George W. Bush, disse que as tropas americanas estão fazendo um trabalho magnífico no Iraque, mas que Maliki e seu governo falharam totalmente em garantir mais segurança ao país.
O senador democrata Jack Reed disse que o governo do premiê falhou no objetivo principal de trazer reconciliação entre as diferentes facções iraquianas.