15 de agosto, 2007 - 21h12 GMT (18h12 Brasília)
Adriana Stock
De Nova York
As negociações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês) foram marcadas nesta quarta-feira por forte oscilação em meio à crise de liqüidez no mercado de crédito nos Estados Unidos.
"A sessão foi muito volátil", descreveu Rob Sellar, diretor da Aberdeen Asset Management, na Filadélfia.
Após uma abertura em queda e forte oscilação durante a tarde, o pregão encerrou o dia com o índice Dow Jones, que abrange ações das 30 maiores empresas negociadas na NYSE, em baixa de 1,29%, com 12.861,47 pontos.
O Standard & Poor's 500, com ações de 500 companhias, caiu 1,39%, para 1.406,71, e o índice de ações de tecnologia Nasdaq recuou 1,61%, para 2.458,83.
Inflação
Segundo Sellar, o mercado de subprime (crédito imobiliário de alto risco) continua a assombrar os investidores.
As ações da Countrywide Financial Corp, maior empresa de hipoteca dos Estados Unidos, despencaram 19% após especulações de que a companhia poderia ir à falência.
Por outro lado, a notícia positiva do dia foi o anúncio de que o Índice de Preços aos Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em julho, como já era esperado pelos analistas.
"Isso pode dar um espaço para que o Fed (Federal Reserve, banco central americano) corte a taxa de juros se for preciso", disse Sellar.
Brasil
A Bolsa de Valores de São Paulo seguiu a tendência americana, com oscilações durante parte o dia, mais depois assumiu uma trajetória de queda. O fechamento foi com forte retração do índice Bovespa: queda de 3,19%.
O índice já acumula perdas de mais de 8% nos últimos quatro dias úteis.
O dólar continuou o movimento de valorização dos últimos dias e fechou com alta de 2,27%, cotado a R$ 2,031.
Desde 15 de maio, a moeda americana vinha fechando o dia abaixo do patamar dos R$ 2.
Europa e Ásia
As ações de instituições financeiras lideraram o movimento de queda nas bolsas européias. Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 recuou 0,56%. O CAC 40, de Paris, caiu 0,66%. Em Frankfurt, o índice DAX fechou em alta de 0,28%.
No Japão, o ministro da economia do país, Koji Omi, tentou acalmar os investidores, dizendo que o pior da turbulência no mercado de crédito já passou.
Os investidores não reagiram e o índice Nikkei encerrou o pregão de quarta-feira com a maior queda do ano, 2,19%.
Apesar disso, as autoridades japonesas decidiram retirar US$ 17 bilhões do mercado, repetindo a decisão de terça-feira, quando tiraram de circulação outros US$ 13 bilhões.