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09 de agosto, 2007 - 08h32 GMT (05h32 Brasília)

Adriana Stock
De Nova York

Exposição mostra arte do Novo Mundo nos EUA; veja fotos

Considerada por críticos americanos como a mostra de arte mais importante do ano em Los Angeles, a exibição The Arts in Latin America 1492-1820 retrata três séculos de história – da chegada de Cristóvão Colombo aos movimentos de independência nas colônias do Novo Mundo.

Os cerca de 250 objetos expostos no Los Angeles County Museum of Art (Lacma) foram criados nos então dois vice-reinos do império espanhol – Nova Espanha (hoje México e países da América Central, incluindo Guatemala, Cuba, República Dominicana e Porto Rico) e Peru (atualmente Equador, Venezuela, Colômbia, Chile, Bolívia e Peru) – e na então colônia do império português, o Brasil.

Veja fotos da exposição

São pinturas, esculturas, móveis, cerâmicas, objetos em prata e ouro, entre outros, de coleções públicas e particulares, que exploram a influência européia sobre os artistas do Novo Mundo e as diferenças e similaridades entre as colônias latino-americanas.

"É uma mostra destinada a mudar muitas mentes. Essa é outra forma de dizer que é um marco", escreveu Christopher Knight, crítico de arte do jornal Los Angeles Times.

Michael Govan, diretor do museu, destaca que muitos objetos foram restaurados especialmente para a exibição, como o crucifixo do Mosteiro de São Bento de Olinda (1783-92), de provável autoria de José Gomes de Figueiredo.

Visão panorâmica

A mostra foi apresentada pela primeira vez no ano passado no Museu de Arte da Filadélfia e, no início de 2007, viajou para a Cidade do México. Los Angeles é o ponto final do tour internacional.

No Los Angeles County Museum of Art, os visitantes podem conferir as obras ouvindo um áudio-guia gravado pelo ator Andy Garcia (nascido em Cuba e cuja família fugiu para os Estados Unidos em 1961), incluindo comentários da curadora Ilona Katzew.

Os objetos foram organizados de forma que os visitantes podem ter uma visão panorâmica da arte do Novo Mundo.

A primeira parte retrata o período inicial do contato entre os artistas nativos e europeus e como a formação de novas identidades, isto é, a mistura de raças, se tornou o objeto de criação de muitos trabalhos.

A segunda parte mostra o desenvolvimento da pintura, começando com a chegada de mestres europeus do século 16 ao surgimento das escolas locais dos séculos 17 e 18. Segundo o museu, são obras que retratam, com estilos originais, tradições e figuras de devoção.

Na última ala, se encontra uma variedade de objetos decorativos, um manifesto da luxúria na sociedade colonial com destaques para as obras em prata e ouro.