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06 de agosto, 2007 - 20h59 GMT (17h59 Brasília)

Bush e líder afegão descartam negociar com Talebã

Os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e do Afeganistão, Hamid Karzai, concordaram nesta segunda-feira que não haverá concessões para a libertação de reféns sul-coreanos seqüestrados pelo Talebã, de acordo com um porta-voz da Casa Branca.

Após uma coletiva de imprensa dos dois líderes em Washington, o porta-voz de Bush, Gordon Johndroe, disse que não haverá "qüiproquó" (termo de origem latina que significa "uma coisa pela outra") para a libertação dos 21 reféns, que pertencem a um grupo cristão que fazia trabalho humanitário no Afeganistão.

Os sul-coreanos foram seqüestrados por um grupo de militantes do Talebã, no dia 19 de julho, em um ônibus na província afegã de Ghazni. Dois reféns foram mortos.

Leia também: Drama dos reféns do Talebã comove a Coréia do Sul

"Ambos os líderes concordaram que nas negociações para a libertação, não deverá haver qüiproquó dos reféns", disse o porta-voz. "Estes talebãs são brutais e não devem ser encorajados por isso."

Ameaça

O presidente afegão disse durante a coletiva de imprensa que o Talebã não é mais uma ameaça de longo prazo.

"Eles não representam nenhuma ameaça às instituições do Afeganistão", disse Karzai. "É uma força que foi derrotada. É uma força que foi frustrada. É uma força que está agindo covardemente ao matar crianças que vão para a escola."

Uma fonte que falou à BBC em nome do Talebã disse nesta segunda-feira que o futuro dos reféns sul-coreanos está nas mãos de Bush e Karzai.

O representante do Talebã disse ainda que o grupo vai manter sua política de seqüestros, independente de haver um acordo sobre os reféns.

Em Seul, o porta-voz da presidência da Coréia do Sul disse que o governo quer "trabalhar separadamente" da cúpula Bush-Karzai para resolver a questão do seqüestro.

Na capital sul-coreana, houve protestos nesta segunda-feira perto da embaixada americana.