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01 de agosto, 2007 - 05h57 GMT (02h57 Brasília)

Médico dos EUA é acusado de apressar morte de doador para remover órgãos

Um médico foi indiciado nos Estados Unidos por tentar induzir a morte de um paciente para retirar seus órgãos para transplante.

O médico Hootan Roozrokh, de São Francisco, é acusado de ter administrado doses excessivas de morfina e sedativos a Ruben Navarro, um deficiente físico e mental de 25 anos, antes que este fosse oficialmente declarado morto.

Segundo os promotores que atuam no caso, assim que os aparelhos que mantinham Navarro vivo foram desligados, o médico administrou o anti-séptico Betadine por meio de um tubo ligado ao estômago do paciente. Esse procedimento é geralmente realizado na preparação para a remoção dos órgãos, após a morte do doador.

No entanto, Navarro sobreviveu ainda por sete horas depois que os aparelhos foram desligados.

A mãe de Navarro diz que seu filho foi explorado e não teve uma morte digna.

Roozrokh nega as acusações. Caso seja condenado, ele poderá pegar até oito anos de prisão.

Segundo o correspondente da BBC em Los Angeles, David Willis, esse caso provocou um debate sobre a ética de desligar os aparelhos que mantêm pacientes vivos para que os órgãos possam ser removidos.

De acordo com Willis, o caso pode levar outros cirurgiões a serem mais cautelosos na remoção de órgãos.

Quase 100 mil pessoas estão na lista de espera por órgãos nos Estados Unidos, diz Willis.