01 de agosto, 2007 - 04h42 GMT (01h42 Brasília)
O ministro da Agricultura do Japão, Norihiko Akagi, anunciou sua renúncia nesta quarta-feira, três dias depois de seu partido - o Partido Liberal Democrata, do primeiro-ministro Shinzo Abe - ter sido derrotado nas eleições para o Senado do país.
Akagi estava envolvido em acusações de irregularidades financeiras e admitiu ter uma parcela de culpa na derrota do partido governista nas eleições do último domingo.
Sua renúncia foi aceita pelo primeiro-ministro Shinzo Abe, segundo um porta-voz do governo japonês.
Akagi havia assumido a pasta há apenas dois meses, em substituição a Toshikatsu Matsuoka, que também estava envolvido em escândalos políticos e cometeu suicídio no final de maio.
Vários ministros japoneses tiveram seus nomes envolvidos em escândalos recentemente, o que, segundo analistas, foi decisivo para a derrota do partido governista nas eleições.
Nos últimos meses, outros dois ministros renunciaram, o que levou muitos eleitores a questionarem a liderança de Abe.
Nas eleições de domingo, a coalizão liderada pelo Partido Liberal Democrata não conseguiu os 64 assentos que precisava para garantir a maioria no Senado.
O Partido Democrota do Japão, da oposição, foi o grande vencedor, conseguindo a maioria das cadeiras pela primeira vez na história.
A coalizão do partido do premiê, no entanto, continua com considerável maioria na Câmara, responsável pela escolha do primeiro-ministro.
Mas a derrota no Senado significa que o governo enfrentará grandes dificuldades para aprovar reformas.
Até agora, no entanto, o primeiro-ministro japonês tem resistido a pedidos para que renuncie - pesquisas de opinião indicam que 47% dos japoneses querem a sua renúncia, segundo o jornal Asahi.
Abe disse que é seu “dever continuar no cargo e dar andamento à agenda de reformas” para o país.
Depois do resultado do pleito, o premiê prometeu fazer mudanças em seu gabinete.