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31 de julho, 2007 - 15h05 GMT (12h05 Brasília)

Com inflação recorde, Zimbábue emite cédula de 200 mil

O Banco Central do Zimbábue emitiu uma nota de 200 mil.

A emissão da nova cédula de dólares zimbabuanos, como é conhecida a moeda do país, visa conter a hiperinflação na nação africana.

A taxa oficial de inflação do Zimbábue, de 4.500% ao mês, é a mais elevada do mundo. Mas analistas acreditam que a cifra na prática seja o dobro desse valor.

A nova nota de 200 mil, apesar de seu aparente elevado valor, é capaz de comprar pouco mais do que um quilo de açúcar.

No mercado paralelo do Zimbábue, a moeda está avaliada em US$ 1. No oficial, ela está orçada em US$ 13.

Novo recorde

A nova cédula deverá entrar em circulação nesta quarta-feira. Atualmente, o país já conta com a nota de maior valor em circulação no mundo, de 100 mil dólares zimbabuanos.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional, a taxa anual de inflação do Zimbábue poderá chegar a mais 100 mil por cento, ao final de 2007.

O Zimbábue já foi considerado o celeiro do sul da África. Mas a economia do país está sendo comprometida por escassez de alimentos, combustível e moedas estrangeiras.

Os criíticos atribuem a atual situação às políticas do presidente do país, Robert Mugabe.

Mugabe, de 83 anos, tem sido criticado pela comunidade internacional pelo confisco pelo governo de milhares de fazendas de proprietários brancos e por supostas perseguições a adversários políticos.

O governo adotou uma política de controle de preços e prendeu centenas de comerciantes e empresários do Zimbábue recentemente, sob a acusação de que eles estavam cobrando acima do valor por determinados produtos.

Mas a medida do governo contribuiu ainda mais para a escassez de artigos básicos, como óleo de cozinha, carne e açúcar.

O líder do país, que está no poder desde 1980, acusa a Grã-Bretanha e outras potências ocidentais de tentar desestabilizar o seu regime.