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29 de julho, 2007 - 11h45 GMT (08h45 Brasília)

Iraque aumenta segurança para futebol

A segurança em Bagdá foi intensificada neste domingo em preparação para a participação da seleção iraquiana na final da Copa da Ásia em Jacarta, na Indonésia.

A seleção, sob o comando do técnico brasileiro Jorvan Vieira, joga contra a Arábia Saudita.

As autoridades iraquianas temem que fãs reunidos possam ser alvos de atentados. Cerca de 50 pessoas morreram em ataques após a classificação do Iraque na semifinal.

Carros, motos e bicicletas foram banidos das ruas de Bagdá até a manhã de segunda-feira e a polícia fez um apelo para que os fãs não se reúnam para assistir a partida.

Mas correspondentes dizem que os resultados históricos do Iraque na Copa da Ásia uniram temporariamente o país dividido.

Segundo o correspondente da BBC em Bagdá, Andy Gallacher, a febre do futebol está capturando a atenção de todo o país.

Balas perdidas

Lojas vendendo bandeiras iraquianas, bonés e camisetas relatam um forte aumento nos negócios e os iraquianos estocaram combustível para garantir que os geradores possam manter as televisões ligadas.

As autoridades disseram que qualquer um pego atirando para o alto em comemoração será punido, depois que balas perdidas mataram várias pessoas em vitórias anteriores.

Mas, segundo o correspondente da BBC, as medidas de segurança não deverão diminuir as comemorações caso o Iraque vença.

Em entrevista à BBC Brasil neste sábado o técnico Jorvan Vieira disse estar otimista para a partida.

O técnico, que deixa a seleção após a final, disse que transformou um time desunido, em que jogadores não passavam a bola uns para os outros, em “uma família”.