28 de julho, 2007 - 01h57 GMT (22h57 Brasília)
O médico Ashraf Alhajouj, um dos integrantes da equipe médica estrangeira que ficou oito anos presa na Líbia sob a acusação de ter infectado crianças com o vírus HIV, disse que foi torturado na prisão.
Em entrevista a uma emissora de TV holandesa nesta sexta-feira, Alhajouj disse que foi atacado por cães policiais e recebeu choques elétricos nos genitais.
Alhajouj afirmou que, antes de ser libertado pela Líbia, na última terça-feira, ele e as outras cinco enfermeiras búlgaras presas foram obrigados a assinar um documento dizendo que haviam sido bem tratados.
O médico (que é palestino mas obteve cidadania búlgara no mês passado) e as cinco enfermeiras foram presos em 1999 sob a acusação de infectar com o vírus HIV 438 crianças em um hospital na cidade líbia de Benghazi.
Em 2004, os seis foram condenados à morte. Na semana passada, essa pena foi transformada em prisão perpétua, e na nesta terça-feira, depois de anos de negociações, os seis prisioneiros foram libertados pela Líbia e enviados à Bulgária, onde receberam perdão pelo crime.
O médico e as enfermeiras sempre haviam negado as acusações contra eles e dito que confessaram o crime sob tortura.