19 de julho, 2007 - 23h52 GMT (20h52 Brasília)
Denize Bacoccina
De Brasília
O deputado federal Marco Maia (PT-RS), relator da CPI do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados, diz que o governo “precisa agir” para resolver a crise área brasileira.
“O problema do governo não é falar neste momento. O problema do governo é agir. Tomar medidas que possam minimizar o problema do setor aéreo”, afirmou em entrevista à BBC Brasil.
“Já estamos acima do limite tolerável para esta situação. O Congresso Nacional e a CPI irão apoiar qualquer medida que seja tomada pelo presidente Lula para minimizar esta crise”, disse ele.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai fazer um pronunciamento em rede de rádio e TV nesta sexta-feira à noite sobre o acidente com o avião da TAM na terça-feira e as medidas que serão adotadas para aumentar a segurança no transporte aéreo.
Maia diz que não sabe que medidas são estas, mas “espera” que elas sejam suficientes para restaurar a confiança no sistema.
“Tem que ser medidas concretas, medidas efetivas, tempestivas, fortes e que determinem uma mudança neste quadro que nós estamos vivendo no setor aéreo brasileiro”, afirmou.
“A CPI tem o papel de investigar, de propor mudanças, sugestões. Agora, quem pune e estabelece punição é o Judiciário e quem executa as mudanças que são necessárias ao país é o Executivo”, disse ele.
A CPI do Apagão Aéreo da Câmara, criada em maio para investigar o acidente em setembro do ano passado entre o Boeing da Gol e o Legacy e outros assuntos ligados ao setor aéreo, se reúne nesta sexta-feira, apesar do recesso parlamentar.
A comissão vai votar vários requerimentos convocando autoridades para prestar depoimentos sobre o acidente com o avião da TAM e vai aprovar o envio de dois deputados aos Estados Unidos para acompanhar a transcrição da caixa preta da aeronave, que será examinada pela National Transportation Safety Board.
Maia disse que “dez meses é muito tempo” para que o governo tivesse tomado medidas para resolver o caos aéreo.
“Acho que está na hora e no momento de o governo ter posições muito firmes. Como por exemplo tomar o comando dessa situação, articulando as empresas que têm a responsabilidade de organizar o setor”, afirmou.