18 de julho, 2007 - 13h17 GMT (10h17 Brasília)
Fernanda Nidecker
De Londres
O acidente com o Airbus da TAM, que caiu na noite desta terça-feira no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ocupa a 29ª posição no ranking dos piores acidentes aéreos da aviação mundial, organizado pela Aviation Safety Network.
A lista considera apenas as vítimas a bordo das aeronaves, sem contar eventuais mortos no solo.
Mais cedo, a tragédia estava entre as 40 piores da história, com 176 vítimas a bordo, mas com a nova lista divulgada nas últimas horas pela TAM, o número de mortos subiu para 186, elevando a posição do acidente no ranking dos piores da história.
O mais grave desastre aéreo da aviação registrado até hoje, ainda segundo a Aviation Security Network, aconteceu em 1977, quando duas aeronaves das companhias Pan Am e KLM chocaram-se na hora da decolagem no Aeroporto de Tenerife, na Espanha, matando 583 pessoas.
Com o novo número de mortos, a tragédia ocorrida em São Paulo torna-se o maior desastre aéreo já ocorrido na América Latina, ultrapassando o número de vítimas de um acidente ocorrido no Suriname, em 1989.
Até esta manhã considerado o pior desastre aéreo na região, 176 pessoas morreram quando um avião da Surinam Airways, vindo da Holanda, teve problemas de visibilidade na hora da aterrissagem por causa do mau tempo e atingiu árvores próximas à pista, levando à queda e à explosão da aeronave.
Culpados
Para Chris Yates, especialista em segurança de aviação e tecnologia e editor da revista Jane´s Airport Review, ainda é cedo para apontar culpados para o acidente com o Airbus da TAM.
Ele acredita, no entanto, que o mau tempo, combinado à velocidade do avião na hora do pouso, podem ter atrapalhado a tração da aeronave, que invadiu uma avenida movimentada ao lado da pista e chocou-se com um depósito da empresa, provocando uma explosão de grandes proporções.
“As causas normais para um desastre como este são normalmente problemas com o avião, falha humana ou erro do aeroporto ou de controladores aéreos. Neste caso, as investigações ainda terão de esclarecer a causa, mas me parece que o mau tempo, a velocidade do avião no pouso e o fato de a pista estar em obras podem ter contribuído para o acidente”, disse Yates.