14 de julho, 2007 - 05h17 GMT (02h17 Brasília)
No inquérito que investiga as tentativas frustradas de atentados na Grã-Bretanha no final do mês passado, a polícia australiana acusou o médico indiano Mohamed Haneef, de 27 anos, de "fornecer apoio a uma organização terrorista".
Haneef foi detido no dia 2 de julho, no aeroporto da cidade australiana de Brisbane, quando tentava embarcar um avião para a Índia.
O médico é acusado de fornecer um cartão SIM de telefone celular a seus primos Sabeel e Kafeel Ahmed, ambos detidos na Grã-Bretanha.
Segundo o correspondente da BBC em Brisbane, Nick Bryant, a acusação prevê pena de até 15 anos de prisão.
Haneef deverá aparecer perante um tribunal em Brisbane ainda neste sábado.
O médico é uma das oito pessoas presas por suspeita de envolvimento nas tentativas frustradas de antentados com carros-bomba no centro de Londres, em 29 de junho, e no aeroporto de Glasgow, um dia depois.
Os outros suspeitos - todos profissionais da área médica - permanecem detidos na Grã-Bretanha.
Haneef foi para a Austrália em setembro do ano passado, depois de trabalhar no serviço de saúde britânico. Na Austrália, ele trabalhava em um hospital em Queensland.