10 de julho, 2007 - 16h09 GMT (13h09 Brasília)
A ex-primeira-ministra do Paquistão, Benazhir Bhutto, afirmou que o governo do país demorou muito para reagir à atividade de militantes na Mesquita Vermelha.
Em uma entrevista à BBC, ela também se perguntou como os militantes conseguiram levar munição para dentro do complexo onde estavam.
"Estou profundamente preocupada com a situação e, na verdade, acho que estamos atacando os sintomas, estamos lidando com os militantes depois que eles atacaram o Exército. Mas também acredito que devemos examinar as causas (deste incidente)", disse a ex-premiê.
Na manhã desta terça-feira, as tropas paquistanesas invadiram a Mesquita Vermelha em Islamabad, onde radicais armados resistiam ao cerco das forças de segurança há uma semana.
Na operação, foram mortos cerca de 50 militantes e oito soldados.
Oposição
Segundo um correspondente da BBC em Islamabad, os oponentes do presidente Pervez Musharraf afirmam que a crise se desenvolveu como o resultado de uma gigantesca falha do serviço de inteligência do país e também devido ao pouco entendimento do presidente em relação à gravidade da situação.
Mas, ainda segundo o correspondente, o presidente poderá argumentar que a crise mostra que ele pode resistir aos radicais islâmicos.
O cerco ao complexo começou na terça-feira passada, depois que um grupo de estudantes seqüestrou sete trabalhadores chineses a quem acusavam de administrar um bordel.
Nos últimos meses, os estudantes do complexo de madrassas (seminários islâmicos) ligado à Mesquita Vermelha vinham desafiando abertamente as autoridades paquistanesas, fazendo uma campanha em favor da adoção da sharia (lei islâmica).