O superávit econômico da China teve nova alta recorde no mês de junho, batendo US$ 26,9 bilhões, uma alta de 85,5% em comparação ao mesmo mês no ano passado, de acordo com a Xinhua, a agência oficial de notícias chinesa.
As estatísticas citadas pela Xinhua foram divulgadas pela receita federal da China.
Com os dados de junho, o superávit acumulado no primeiro semestre já chega a US$ 112,5 bilhões, uma alta de 83%.
As importações chinesas subiram 14,2%, batendo US$ 76,3 bilhões em junho, mas as exportações cresceram ainda mais, 27,1%, chegando a US$ 103,2 bilhões.
No entanto, a taxa de crescimento das exportações de junho foi 1,6% mais baixa que no mês anterior.
O comércio exterior da China movimentou US$ 980,93 bilhões no primeiro semestre, registrando um aumento de 23,3%.
Alta expectativa
A previsão do governo chinês para o ano é de um crescimento de 20%, chegando a US$ 2 trilhões, com um superávit comercial de US$ 200 bilhões.
Um dos analistas-chefes do governo chinês, Huang Guohua, disse à Xinhua que o superávit de junho pode ser atribuído a uma corrida para exportar rapidamente devido ao corte de incentivos fiscais para exportações de empresas chinesas que entrou em vigor em 1º de julho.
O governo chinês anunciou em 19 de junho que iria diminuir ou eliminar os incentivos para 2.831 produtos em 1º de julho, para "tentar reprimir o superaquecimento do crescimento de exportações e diminuir as tensões entre a China e os seus parceiros comerciais".
As mudanças atingiram mais de um terço do total de produtos incluídos na lista da receita.
A China também introduziu novas tarifas de exportação e cortou as taxas de importação em 1º de junho, o que levou a um salto semelhante nas exportações no mês de maio.
Analistas dizem que o crescimento contínuo do superávit comercial chinês se deve, em parte, às transferências de produção dos países desenvolvidos para países em desenvolvimento.