09 de julho, 2007 - 15h49 GMT (12h49 Brasília)
Quatro homens foram considerados culpados nesta segunda-feira da acusação de planejar atentados suicidas contra o sistema de transporte público de Londres no dia 21 de julho de 2005.
Muktar Said Ibrahim, de 29 anos, Yassin Omar, 26, Ramzi Mohammed, 25, e Hussain Osman, 28, foram condenados por um tribunal britânico por conspiração para cometer assassinato.
Os veredictos de outros dois réus, que negam as acusações, ainda estão sendo analisados pelo júri e devem ser anunciados na terça-feira.
Durante o julgamento, os réus foram acusados de formar uma célula terrorista com o objetivo de detonar bombas no metrô e em ônibus, duas semanas depois dos atentados de 7 de julho de 2005, que mataram mais de 50 pessoas.
Bombas falsas
Os réus alegaram que as bombas eram falsas e que o objetivo de suas ações era apenas fazer um protesto contra a guerra no Iraque.
Após considerar culpados, por unanimidade, Ibrahim, Omar e Mohammed, os jurados foram enviados de volta a uma sala separada para continuar a julgar outros três réus: Osman, Manfo Kwaku Asiedu, de 34 anos, e Adel Yahya, 24 anos.
Pouco tempo depois, o tribunal anunciou a condenação de Osman e informou que as deliberações sobre o veredicto dos outros dois réus serão retomadas na terça-feira.
Mohammed tinha como alvo um trem na estação de metrô de Oval, no sul de Londres. Omar estava a bordo de um trem na estação de Warren Street, no centro da capital britânica.
Ibrahim tinha embarcado em um ônibus em Hackney, no leste de Londres, e Osman viajava na linha de metrô de Hammersmith and City com destino à estação de Shepherds Bush, no oeste da cidade.
O julgamento dos seis homens já dura seis meses. De acordo com depoimentos e declarações ao tribunal, dezenas de pessoas seriam mortas se as bombas, feitas de uma mistura de peróxido de hidrogênio semelhante à usada nos ataques de 7 de julho, tivessem sido detonadas.
Mohammed e Ibrahim foram capturados uma semana depois da tentativa de ataque em um apartamento no oeste de Londres.
Omar foi preso em Birmingham depois de viajar para a cidade britânica disfarçado de mulher, usando uma burqa, vestimenta comprida que cobre o cabelo e o rosto. Osman foi detido em Roma e extraditado para a Grã-Bretanha.
O promotor Nigel Sweeney disse durante o julgamento que os acusados decidiram realizar o ataque "apenas 14 dias depois da matança de 7 de julho", mas que a conspiração existia "muito antes dos eventos" e não foi "uma operação arranjada às pressas como uma cópia" dos ataques do início do mês.
"O fracasso da explosão daquelas bombas não se deveu à intenção destes réus, ao invés disso, foi apenas a sorte do público que viajava no transporte público naquele dia e que foi poupado", disse Sweeney.