01 de julho, 2007 - 22h06 GMT (19h06 Brasília)
A primeira-dama da Argentina, a senadora Cristina Fernández de Kirchner, deverá ser a candidata governista nas eleições presidenciais de outubro no país, no lugar do seu marido, o presidente Néstor Kirchner, indicam informações obtidas pelo jornal "Clarín".
Fontes oficiais teriam dito ao jornal que Kirchner já desistiu de concorrer à reeleição e que o lançamento oficial da candidatura da sua esposa já teria data: 19 de julho.
"Segundo revelaram fontes oficiais ao Clarín, a decisão foi tomada nesta semana, em um longo jantar na Quinta de Olivos, do qual participaram o presidente, Néstor Kirchner, sua esposa e o chefe de gabinete, Alberto Fernández", diz a reportagem.
O correspondente da BBC em Buenos Aires, Maximiliano Seitz, informa que pesquisas de opinião indicam que a primeira-dama venceria as próximas eleições, embora com menos folga do que o seu marido.
De acordo com novas sondagens divulgadas neste domingo, Cristina teria 46% das intenções de voto, com mais de 30 pontos percentuais de vantagem sobre os adversários - a ex-deputada Elisa Carrió e o ex-ministro da Economía de Kirchner, Roberto Lavagna.
O mesmo levantamento indica que Kirchner conseguiria mais votos do que Cristina.
Segundo o correspondente, por isso, muitos observadores se perguntam por que escolher Cristina. Há especulações de que o presidente estaria doente, mas outras teses indicam que a derrota do candidato de Kirchner para prefeito de Buenos Aires teria precipitado a opção pela primeira-dama.
A eventual ascensão de Cristina à Casa Rosada (sede de Presidência argentina)representaria um fato inédito na Argentina, que teria a sua primeira mulher presidente eleita pelas urnas.
O país já foi presidido por uma mulher, Isabel Martínez, mas ela assumiu o poder no lugar do marido, Juan Perón, depois da sua morte em 1974, e foi derrubada por um golpe militar em 1976.