29 de junho, 2007 - 20h55 GMT (17h55 Brasília)
A empresa americana Bigelow Aerospace colocou em órbita uma nave experimental desenhada para testar a viabilidade de um hotel espacial.
A Genesis II, um módulo inflável, foi lançada a bordo de um foguete russo e se separou de seu veículo de lançamento 14 minutos depois da decolagem.
A estrutura flexível da nave ocupa menos espaço e é mais barata que as estruturas sólidas. Além disso, pode se expandir depois do lançamento.
O bilionário, magnata do setor de hotéis e fundador da Bigelow Aerospace, Robert Bigelow, diz que espera usar a tecnologia inflável para construir uma estação espacial tripulada em 2015.
Depois do lançamento, houve um pequeno atraso antes que as comunicações com a nave fossem estabelecidas. Mas o módulo enviou para a Terra uma série de imagens de seus painéis solares se expandindo, e autoridades afirmaram que a nave está funcionando bem.
Comercial
O plano da Bigelow Aerospace é construir um hotel espacial chamado Nautilus, que vai ligar uma série de módulos infláveis juntos.
O módulo da Genesis II tem 4,5 metros e foi projetado para se expandir para um diâmetro de 2,4 metros.
A bordo do módulo está uma coleção de fotos e objetos de clientes que pagaram para ver seus objetos pessoais fotografados no espaço.
A companhia também espera ativar um jogo de bingo no espaço que será jogado por pessoas na Terra.
No final de 2007, a Bigelow Aerospace planeja lançar outro módulo: o Galaxy.
Robert Bigelow investiu cerca de US$ 500 milhões (cerca de R$ 968 milhões) em seu projeto, que tenta competir com o projeto do magnata britânico Richard Branson: o Virgin Galactic, que também pretende levar clientes para o espaço.
Bigelow oferece um prêmio de US$ 50 milhões para a pessoa que conseguir projetar uma nave capaz de levar cinco pessoas a uma altura de 400 quilômetros antes de 2010.
Apesar das iniciativas para tentar popularizar as viagens espaciais, o custo de uma viagem espacial comercial precisaria diminuir, segundo especialistas.