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28 de junho, 2007 - 12h58 GMT (09h58 Brasília)

Samarra, no Iraque, entra para lista de patrimônios da Unesco

A cidade iraquiana de Samarra, alvo de ataques de insurgentes, foi colocada nesta quinta-feira pelas Nações Unidas em sua lista de patrimônios culturais da humanidade, mas foi imediatamente posta na lista de patrimônios ameaçados.

Samarra abriga o santuário de Al-Askari, um dos mais sagrados templos do mundo para os muçulmanos xiitas e que já foi alvo de dois ataques a bomba, supostamente promovidos por insurgentes sunitas.

A inclusão de Samarra na lista de patrimônios da humanidade ocorre durante a reunião anual da agência cultural da ONU, Unesco, que ocorre na Nova Zelândia.

Outros 15 locais foram incluídos na lista de patrimônios da humanidade, que já conta com mais de 800 itens. A agência ainda está analisando a possível inclusão de outras dezenas de locais em sua lista.

Samarra abriga alguns dos sítios arqueológicos mais importantes do Iraque, incluindo ruínas do século 9 ao longo do rio Tigre.

"Testemunho de inovações"

Em seu comunicado sobre a inclusão de Samarra, a Unesco justifica a escolha dizendo que as ruínas são “um testemunho das inovações arquitetônicas e artísticas que foram desenvolvidas lá e se espalharam para outras regiões do mundo islâmico e outros lugares”.

Durante o encontro na Nova Zelândia, a Unesco também assinou com o governo do Iraque um memorando de entendimento para a reconstrução do santuário de Al-Askari, danificado por ataques a bomba em fevereiro de 2006 e em 13 de junho deste ano.

Os demais locais colocados pela Unesco em sua lista de patrimônios da humanidade incluem a Ópera de Sydney, o complexo do Forte Vermelho, em Nova Déli, e a cidade de Bordeaux, na França.

A Unesco também decidiu mudar o nome oficial do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, que passará a ser chamado de Auschwitz-Birkenau, Campo de Concentração e Extermínio da Alemanha nazista (1940-1945).

A mudança havia sido pedida pela Polônia, que queria deixar claro que o país não havia tido nenhum papel no estabelecimento ou na administração do campo.