28 de junho, 2007 - 12h50 GMT (09h50 Brasília)
Políticos na Alemanha e na Polônia criticaram uma foto computadorizada da chanceler alemã, Angela Merkel, com os seios de fora, dando de mamar para os líderes poloneses, o premiê Jaroslaw Kaczynski e seu irmão gêmeo, o presidente Lech Kaczynski.
A imagem foi capa da revista semanal Wprost, da Polônia, que qualificou Merkel como "Madrasta da Europa".
O editor da revista, Stanislaw Janecki, disse que teve a intenção de mostrar que a chanceler alemã quer que os poloneses dependam da Alemanha.
Mas um conselho na Polônia que observa a ética nos meios de comunicação disse que a montagem ultrapassou "os limites do bom gosto".
O ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, qualificou a imagem como "de mau gosto".
O líder do grupo parlamentar Teuto-Polonês, o social-democrata Markus Meckel, disse: "É totalmente inacreditável. A Polônia perdeu tantos amigos nas últimas semanas e meses. Deveria pensar muito no futuro sobre como espera reconquistá-los."
Erika Steinbach, uma integrante do partido de Merkel que representa os interesses dos alemãos forçados a deixar a atual Polônia durante a Segunda Guerra, disse que os líderes poloneses é que são culpados pelo aumento das tensões entre os dois países.
"Os irmãos Kaczynski têm que arcar com a responsabilidade dessa atmosfera negativa", disse ela ao jornal alemão Neue Presse.
Antes de uma reunião de cúpula da União Européia em Bruxelas, na semana passada, a Polônia exigiu um reforço em seu direito de voto no bloco em detrimento da Alemanha e ameaçou se recusar a assinar um novo tratado pois ele daria a países maiores, como a Alemanha, mais poder para tomar decisões.
O premiê Kaczynski defendeu que e a Polônia estava em desvantagem porque milhões de poloneses foram mortos pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra.
Kaczynski argumentou que seu país seria mais populoso - não fosse a Guerra - e que isto qualificaria o país a ter um peso maior dentro da UE.
A Polônia conseguiu convencer Merkel, que presidiu a cúpula como presidente da UE, a adiar a introdução do sistema de votação até 2014.