25 de junho, 2007 - 17h01 GMT (14h01 Brasília)
Cerca de quatro milhões de pessoas trocaram permanentemente os seus países de origem por países ricos em 2005 – um aumento de 10% em comparação com 2004, segundo o relatório publicado nesta segunda-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
De acordo com o International Migration Outlook ("Panorama Internacional da Migração", em tradução livre), os países que receberam o maior número de imigrantes permanentes (aqueles que regularizaram a situação como residentes permanentes no país) foram os Estados Unidos, a Espanha, a Grã-Bretanha e o Canadá.
O relatório não traz o total de brasileiros que imigraram permanentemente para os 30 países que formam a OCDE, mas o Brasil aparece entre os dez países que mais enviaram imigrantes para Portugal, Espanha, Itália e Japão.
Os Estados Unidos foram o destino escolhido por 25% dos imigrantes para os países da OCDE no período coberto pelo relatório.
Cerca de 1,1 milhão de pessoas se transformaram oficialmente em residentes americanos em 2005, um aumento de 17% em relação a 2004. No entanto, o Brasil sequer entra na lista dos 15 países que mais contribuíram para este fluxo.
Portugal e Japão
Em compensação, os brasileiros encabeçam a lista de imigrantes de Portugal, respondendo por quase um terço do total de imigrantes permanentes em 2005 (9,5 mil pessoas).
O levantamento da OCDE também indica que, às vésperas do primeiro centenário da imigração japonesa para o Brasil, que será completado em 2008, os brasileiros são o povo ocidental que mais imigrantes enviou para o Japão.
De acordo com a lista da OCDE, em 2005, o Brasil só perdeu em número de imigrantes rumo ao Japão para a China e as Filipinas.
Desde 2001, o Japão vem recebendo um número crescente de brasileiros a cada ano. Em 2005, a OCDE afirma que 33,9 mil brasileiros imigraram para o país, comparados aos 32,2 mil no ano anterior e 33,4 em 2003.
Hoje, segundo o governo brasileiro, a comunidade verde-e-amarela no Japão reúne 313 mil pessoas.
Os números do relatório da OCDE coincidem com a organização das comemorações do primeiro centenário da imigração nipo-brasileira pelo Ministério das Relações Exteriores.
O Itamaraty já lançou uma página na internet e, embora a programação oficial ainda não tenha sido fechada, já se pode ver a contagem regressiva para o centenário e os integrantes das comissões responsáveis pelos eventos em diversas áreas.