22 de junho, 2007 - 11h14 GMT (08h14 Brasília)
Clare Matheson
De olho no promissor mercado de bens de luxo, uma empresa britânica lançou um fundo que vai oferecer a investidores a oportunidade de levar uma fatia do sucesso de sua marca preferida.
O fundo de investimentos Chic, criado pelo empresa Dominion Group, oferecerá pacotes com ações de 61 grandes empresas, donas de 2.300 marcas famosas, como Burberry, L’Oréal, Hugo Boss, Stella McCartney e Ralph Lauren.
Segundo o chefe-executivo da empresa, Alex Bell, não é preciso ser milionário para investir no fundo Chic - o investimento mínimo é de 5.000 libras (R$ 19 mil).
“Eu estava à procura de um tipo de investimento que as pessoas pudessem entender e que atraísse homens e mulheres de várias classes”, diz Bell, ele próprio um consumidor de grandes marcas.
De acordo com relatório da consultoria Bain&Co, a demanda global por bens de luxo cresceu 9% só no ano passado.
“Investir em marcas de luxo é apostar numa indústria dinâmica, com enorme potencial de crescimento, principalmente na Ásia”, afirmou Susanne Seibel, especialista em consumo e mercado de luxo da empresa Shrike Capital.
Precauções
Mais prudente, no entanto, Seibel acredita que pode ser perigoso confiar demais numa marca.
“Uma bolsa cara não significa necessariamenteque que a empresa é boa", alerta a especialista.
Alex Bell, no entanto, aposta que as pessoas estão interessadas em "investir naquilo que conhecem".
Ele acredita que, ao contrário do que acontecia há 10 anos, o aumento das despesas domésticas devido às taxas de juros não faz com que os consumidores cortem seus "gastos de luxo".
"As pessoas estão muito focadas no trabalho e sentem a necessidade de gastar com conforto e luxo. E uma mudança nos padrões", avalia.
A Dominion aposta na Ásia como o mercado que trará os maiores lucros para o fundo Chic.
De acordo com dados da empresa, há atualmente 40 milhões de chineses que consomem bens de luxo, e esse número deve crescer para 160 milhões em até cinco anos – número três vezes maior que a população da Grã-Bretanha.
Até o ano que vem, as vendas de produtos de luxo na China devem crescer 20%, prevê a empresa de consultoria Ernst & Young.