21 de junho, 2007 - 12h14 GMT (09h14 Brasília)
Os criadores do vídeogame Manhunt 2, continuação do violento jogo de assassinato, criticaram a decisão do Conselho Britânico de Classificação de Filmes (BBFC, sigla em inglês), que proibiu a comercialização do jogo na Grã-Bretanha.
Segundo Strauss Zelnick, diretor da empresa que administra a Rockstar Games, distribuidora do jogo, o Manhunt 2 é uma “fina obra de arte”.
“A equipe da Rockstar desenvolveu um jogo se encaixa perfeitamente no gênero do terror e era exatamente essa a sua intenção”, disse.
No início desta semana, o BBFC proibiu a venda do Manhunt 2 alegando que o jogo “concentra-se em perseguições e mortes com violência brutal” e que "há um crescente sadismo na forma como esses assassinatos são cometidos, e encorajados, no jogo".
Sadismo
“Há um sadismo permanente na forma como essas mortes são cometidas”, disse o diretor do BBFC, David Cooke.
O Manhunt 2 já foi proibido nos Estados Unidos.
A primeira versão do jogo, que só é permitida para maiores de 18 anos, causou uma grande controvérsia na Grã-Bretanha, depois que um adolescente de 14 anos foi esfaqueado e espancado até a morte, em fevereiro de 2004.
Na época, os pais de Stefan Pakeerah, disseram que o assassino, de 17 anos, havia sido inspirado pelo Manhunt.
Em comunicado, a Rockstar Games criticou a decisão do BBFC, argumentando que o gênero do vídeogame se encaixa “nas categorias de entretenimento para consumidores adultos”.
“As histórias dos jogos modernos são tão diversas quanto às dos livros e filmes exibidos na televisão. Os consumidores adultos que jogariam o Manhunt 2 sabem perfeitamente que se trata de um jogo de ficção interativo e nada além disso”.
O Manhunt 2 foi desenvolvido para os consoles Play Station 2 e Nintendo Wii.
O lançamento do jogo no Brasil está previsto para o mês que vem.