18 de junho, 2007 - 09h38 GMT (06h38 Brasília)
Marcelo Crescenti
de Frankfurt
Uma plantação de arroz, uma girafa empalhada e uma instalação do paulista Ricardo Basbaum que inclui vinte bacias de metal com um furo no meio estão entre as atrações de um dos eventos mais importantes dedicados à arte contemporânea do mundo: a Documenta, na cidade alemã de Kassel.
Ao todo, 113 artistas de todo o mundo, entre eles três brasileiros, representam em Kassel a vanguarda da arte mundial. A Documenta acontece de cinco em cinco anos.
Segundo o curador da mostra, Roger Buergel, três questões norteiam a exposição: A modernidade é nossa antigüidade? O que é a vida nua? Educação – o que fazer?
Entre os artistas convidados está o cozinheiro espanhol Ferran Adrià, conhecido por sua cozinha experimental que inclui pratos com texturas e sabores inesperados.
Girafa e chineses
A participação do artista chinês Ai Weiwei é uma das mais esdrúxulas: ele vai simplesmente trazer mil chineses à exposição em Kassel.
Já a obra do austríaco Peter Friedl é uma girafa empalhada que vivia em um zoológico na Faixa de Gaza e morreu durante ataques israelenses à região.
Segundo o artista, o animal simboliza as vítimas do conflito no Oriente Médio.
Já o artista tailandês Sakarin Krue-On preferiu plantar terraços de arroz ao pé de um palácio barroco, para “trazer um pouco da Ásia para a Europa”.
Basbaum é um dos três artistas que representam o Brasil nesta edição da Documenta.
As mais de 400 obras da Documenta estão espalhadas por vários museus e um pavilhão temporário em Kassel, situada na região central da Alemanha.
A mostra busca a polêmica e quer provocar o visitante. A Documenta fica em cartaz até o dia 23 de setembro de 2007.