18 de junho, 2007 - 10h20 GMT (07h20 Brasília)
Marcelo Crescenti
de Frankfurt
Três artistas brasileiros participam da Documenta, uma das mais importantes exposições de arte moderna do mundo.
Quem visita a Documenta já vê de longe a obra da artista brasileira Iole de Freitas: uma enorme escultura de acrílico e metal na fachada do museu Fridericianum em Kassel.
A escultura, que se serpenteia na parte de fora do museu e continua no interior do edifício, foi criticada por políticos locais por desfigurar a fachada do pomposo museu Fredericianum, mas a maioria dos críticos de arte a elogiaram.
Outro artista que está tendo bastante destaque é o paulista Ricardo Basbaum.
Uma empresa alemã construiu especialmente para ele vinte bacias de metal com um furo no meio.
'Volta ao mundo'
Essas bacias circularam o mundo todo, passando por cidades como Dakar, Liubliana, Curitiba ou Cidade do México, e foram fotografadas por várias pessoas.
Segundo Basbaum, essas pessoas escolhidas aleatoriamente se comprometeram a viver com o objeto por algum tempo e documentar as suas experiências.
As fotos que resultaram do projeto mostram que as bacias foram utilizadas das mais diversas maneiras – desde banheira até travessa de salada.
O projeto foi um dos primeiros a serem anunciados pelo curador da Documenta, Roger Buergel, no ano passado.
Depois da Documenta, a viagem das bacias pelo mundo deverá continuar, promete Basbaum.
O terceiro participante brasileiro é Maurício Dias, que junto com seu colega suíço Walter Riedweg mostra duas instalações de vídeo: uma sobre prostitutos em Barcelona e outra inspirada no alemão Hans Staden, que esteve no Brasil no século 16.
Além disso o arquiteto argentino Jorge Mario Jáuregui, radicado no Rio de Janeiro, mostra sugestões para melhorar a vida nas favelas.