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14 de junho, 2007 - 11h18 GMT (08h18 Brasília)

Relatório denuncia 40 por abusos em escola escocesa

Um relatório divulgado nesta quinta-feira afirma que até 40 funcionários da escola Kerelaw, em Ayrshire, na Escócia, estiveram envolvidos em casos de abuso sexual ou físico ao longo dos últimos anos.

A escola foi fechada no ano passado, mas funcionava sob a responsabilidade da administração regional da cidade de Glasgow, e segundo o relatório, várias pessoas sabiam dos problemas na instituição e não tomaram nenhuma atitude.

O documento divulgado nesta quinta-feira foi baseado em uma investigação de três anos da administração regional da Cidade de Glasgow.

O diretor de Assistência Social da repartição, David Comley, confirmou à BBC que diversas crianças foram afetadas pelos abusos.

"Várias crianças apresentaram queixas a nós, várias outras, à polícia, mas estamos falando de algo muito grave que se arrastou por vários anos, então há um número considerável de crianças envolvidas", disse Comley.

Em um comunicado, a administração regional de Glasgow disse que 14 funcionários foram demitidos.

Envolvidos

A escola de Kerelaw era uma unidade especial dedicada a alunos com problemas emocionais, sociais e de comportamento. Ela acomodava até 24 crianças de toda a Escócia e mantinha uma escola aberta para outras 50.

Segundo Comley, as investigações revelaram que as primeiras denúncias surgiram entre cinco e dez anos.

Comley afirmou também ser possível que alguns dos envolvidos continuem a trabalhar com crianças.

"Dos que foram demitidos, nenhum vai trabalhar mais com crianças, mas é possível que alguns dos outros ainda estejam", disse o diretor.

A comissária da Escócia para a Infância, Kathleen Marshall, afirmou que é preciso incentivar denúncias para evitar outros casos como esse.

"Uma das coisas mais evidentes em comunidades como aquela é a dificuldade em fazer denúncias. As pessoas precisam de muito mais treinamento e muito mais apoio para fazer isso. Acho que é tão fácil ser absorvido, não querer sacudir as estruturas, não querer fazer alegações contra um colega por causa de todas as repercussões possíveis."