09 de junho, 2007 - 12h21 GMT (09h21 Brasília)
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se reuniu neste sábado com o papa Bento 16 no Vaticano.
Poucos detalhes foram divulgados do encontro, que durou 30 minutos, mas assim como seu antecessor, João Paulo 2º, o papa vem sendo um crítico da guerra no Iraque e havia uma expectativa de que Bento 16 falasse sobre os problemas da comunidade cristã no país.
Centenas de milhares de cristãos fugiram do Iraque por causa da guerra e de ataques de insurgentes a minorias religiosas.
Bush disse que estava com disposição de ouvir as declarações do papa, mas o correspondente da BBC em Roma, David Willey, afirma que o governo americano se recusou sistematicamente a dar ouvidos ao Vaticano em relação ao Iraque no passado.
Aborto e união de gays também poderiam estar na agenda de discussões do encontro de Bush com Bento 16.
Afeganistão
Depois, o presidente dos Estados Unidos deverá se avistar com o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, nesta visita que faz parte do giro europeu de Bush.
Na sexta-feira, o líder americano visitou a Polônia depois de três dias na reunião dos líderes do G8 na Alemanha. Ele deve seguir ainda para Albânia e Bulgária.
Com Prodi, espera-se que Bush pressione a Itália para acabar com as restrições aos soldados italianos no Afeganistão, tornando possível o seu envio para combater o Talebã no sul do país.
A visita de Bush ocorre em um momento em que os Estados Unidos estão em evidência por causa de sua suposta política de capturar suspeitos de extremismo e levá-los para interrogatórios em outros países.
Na sexta-feira, um tribunal em Milão começou um julgamento à revelia de 25 agentes da CIA e de um oficial militar americano acusados de seqüestrar um clérigo muçulmano na Itália e enviá-lo secretamente para o Egito.