08 de junho, 2007 - 12h05 GMT (09h05 Brasília)
Chris Hogg
de Tóquio
O governo do Japão diz que a nação tem que fazer mais para encorajar os idosos a continuarem integrando a força de trabalho.
É necessário vê-los como um recurso e não um encargo - mão-de-obra valiosa ao invés de pessoas que precisam apenas de apoio e cuidados, segundo o governo.
Em uma proposta divulgada nesta sexta-feira, o governo disse que a transformação do país em uma sociedade idosa é "sem precedentes".
Dentro de 50 anos, duas em cada cinco pessoas terão mais de 65 anos, se continuarem as tendências atuais de baixa natalidade e maior longevidade.
Questões como aposentadorias e assistência para idosos estão se tornando mais importantes para os políticos por causa dessa situação.
No momento, há mais de três pessoas em idade para trabalhar para sustentar cada pessoa com mais de 65 anos. Em 2055, este número deve diminuir de maneira significativa.
De maneira geral, haverá apenas uma pessoa mais jovem para sustentar cada aposentado.
Emprego
O governo planeja adotar medidas específicas para tentar minimizar as dificuldades causadas por desafios demográficos como este.
Entre estas medidas estão a promoção de emprego entre os mais idosos e ajuda às pessoas na faixa dos 50 anos de idade para formular planos para a vida após a aposentadoria.
Uma sociedade idosa ainda pode ser uma sociedade vibrante, afirma o governo japonês.
O crescente número de idosos no Japão faz com que sua influência também aumente.
Um escândalo sobre a má administração do pagamento de aposentadorias deverá ser um dos temas principais na rota das campanhas para as eleições gerais no país, no mês que vem.
A falta de provisões para assistência aos idosos e a crescente disparidade de renda entre eles e o resto da população economicamente ativa também deverão ser discutidos durante a campanha eleitoral.