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07 de junho, 2007 - 12h48 GMT (09h48 Brasília)

Rogerio Wassermann
Enviado especial a Berlim

Após ação da PF, Lula evita imprensa na Alemanha

Em meio às denúncias envolvendo seu irmão e um compadre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vem evitando o assédio da imprensa desde que chegou à Alemanha, para participar como convidado da reunião de cúpula do G8.

Desde que chegou a Berlim, na terça-feira à noite, Lula passou praticamente todo o tempo dentro do prédio da Embaixada do Brasil, onde está hospedado, apesar de uma agenda que previa apenas compromissos a partir da metade da tarde nos dois primeiros dias.

Nesta quinta-feira, ele apenas deixou o local por volta das 5h30 para uma caminhada de cerca de 25 minutos, quando não havia repórteres à sua espera na entrada do prédio.

Lula também teve encontros privados com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e com os presidentes da Nigéria e da Argélia, que participam de um grupo de dez países africanos convidados para uma sessão com os líderes do G8 na sexta-feira.

Depois das conversas privadas, Lula entrou na reunião com líderes dos demais países emergentes convidados (África do Sul, China, Índia e México) para discutirem uma agenda comum a ser apresentada aos líderes do G8 no dia seguinte.

Eles deverão defender pontos como a compensação financeira aos países em desenvolvimento para a preservação de áreas verdes e também que os países ricos façam concessões que permitam um acordo na Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Após a reunião entre os cinco países emergentes, na tarde desta quinta-feira, Lula deverá se reunir ainda a sós com o presidente do México, Felipe Calderón, que neste ano lidera o grupo dos países emergentes no encontro de cúpula.

O presidente deve viajar a Heiligendamm, onde ocorre a cúpula do G8, apenas nesta sexta-feira de manhã.