29 de maio, 2007 - 17h40 GMT (14h40 Brasília)
Faltando cerca de um ano para as Olimpíadas de Pequim, as obras de infra-estrutura e modernização da capital têm causado transtorno e desespero em muita gente.
Os hutongs, casas tradicionais construídas pelos mongóis há mais de 300 anos, vêm sendo sistematicamente demolidos para dar lugar a construções modernas.
Os hutongs ficam numa área nobre de Pequim, uma região cobiçada por especuladores do mercado imobiliário.
Moradores despejados reclamam que não têm contado com ajuda da polícia nem das autoridades e acabam ficando à mercê de construtoras gananciosas que não hesitam em demolir os prédios.
Mas o advogado He Shuzhong, da Organização Não-Governamental Proteção Cultural, disse que o governo tem se empenhado em proteger as áreas antigas: "Graças ao esforço do governo, a destruição indiscriminada dos hutongs tem diminuído."
Mas nem todo mundo em Pequim reclama dos Jogos Olímpicos. Muitos comerciantes aguardam ansiosos a chegada dos cerca de 500 mil turistas que as autoridades estimam que serão atraídos pelas Olimpíadas.
O governo calcula que os Jogos Olímpicos vão gerar uma receita de cerca de meio bilhão de dólares para o país.