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18 de maio, 2007 - 09h06 GMT (06h06 Brasília)

Sarkozy forma governo com oposição e sete mulheres

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, nomeou sete mulheres e dois integrantes da oposição entre os ministros que formarão o seu governo.

Sarkozy anunciou o nome dos ministros que trabalharão junto ao primeiro-ministro francês, François Fillon. Ele reduziu pela metade o número de ministérios em seu novo governo para 15 pastas.

Em uma aparente estratégia política, já de olho nas eleições legislativas de junho, Sarkozy nomeou o socialista Bernard Kouchner, um dos fundadores da ONG Médicos Sem Fronteiras, para ser ministro das Relações Exteriores.

Já o centrista Hervé Morin ficará com o Ministério da Defesa.

O ex-premiê de centro-direita Alain Juppé, que foi banido do governo por um ano após um escândalo de financiamento de campanha em 2005, vai ocupar o Ministério de Meio Ambiente e Energia.

As mulheres ficaram com as seguintes pastas: Michèle Alliot-Marie (Interior), Rachida Dati (Justiça), Christine Lagarde, que já tinha sido ministra do Comércio Exterior no governo Chirac (Agricultura), Valérie Pécresse (Ensino Superior e da Pesquisa), Christine Albanel (Cultura e Comunicação), Christine Boutin (Habitação e Cidades), Roselyne Bachelot (Saúde e Esportes).

Os demais ministros são: Brice Hortefeux (Imigração), Xavier Darcos (Educação), Jean-Louis Borloo (Economia Finanças e Emprego), Xavier Bertrand (Trabalho, Relações Sociais e Solidariedade), Eric Woerth (Orçamento).

Promessa

Sarkozy assumiu a Presidência da França na quarta-feira no lugar de Jacques Chirac, que ficou no poder há 12 anos.

No discurso de posse, o novo presidente francês prestou uma homenagem aos seus antecessores, em especial, ao general Charles de Gaulle, que ele disse ter salvado a França duas vezes, e a Chirac, por ter "levado os valores universais da França ao mundo".

Ao povo francês, o novo presidente disse: "Não vou decepcioná-los". E prometeu defender a identidade e a independência da França e trabalhar por uma Europa que proteja seus próprios cidadãos.

Sarkozy afirmou ainda que nunca houve uma necessidade tão grande de se opor à intolerância e ao racismo.

O novo presidente, que também prometeu trabalhar em temas como mudanças climáticas e ajuda à África, terminou o discurso com o tradicional "Vive la Rèpublique, vive la France".