02 de maio, 2007 - 23h07 GMT (20h07 Brasília)
A quatro dias do segundo turno da eleição presidencial na França, os dois candidatos fizeram nesta quarta-feira à noite um tenso debate na televisão, diante de um público estimado de cerca de 20 milhões de pessoas.
O conservador Nicolas Sarkozy, que levou vantagem na votação do primeiro turno, e a socialista Ségolène Royal discutiram emprego, economia, legislação e segurança, entre outros assuntos.
O debate foi transmitido pelas duas maiores redes de televisão da França.
Durante o debate, Royal criticou o histórico de Sarkozy, ex-ministro do Interior, no governo, particularmente nas questões de crime e segurança, que são tidos com pontos fortes do candidato.
Segurança e economia
"Em 2002, senhor Sarkozy, o senhor falou de tolerância zero, mas hoje pode ver que os franceses estão preocupados com o aumento da violência e da agressão na sociedade francesa", disse Royal.
O ex-ministro do Interior defendeu-se, dizendo que as estatísticas mostraram uma redução no número de crimes violentos.
Os rivais também debateram a reforma do setor público e a questão do emprego. Sarkozy disse que uma jornada semanal de 35 horas, introduzida no país pelos socialistas, foi um desastre para a economia. Ele disse que a França precisa trabalhar mais.
"Ela (Royal) ainda pensa que você precisa compartilhar o trabalho como se fossem pedaços de bolo", disse Sarkozy. "Nenhum país no mundo aceita esta lógica, que é um erro monumental."
Ele também criticou a política de pensão de Royal.
Sarkozy e Royal disputam os 18% dos votos obtidos pelo centrista François Bayrou e também a preferência dos eleitores do candidato da extrema-direita Jean-Marie Le Pen.