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29 de abril, 2007 - 12h41 GMT (09h41 Brasília)

Irã faz ofensiva contra homens de gravata

Barbeiros e cabeleireiros iranianos estão recebendo circulares oficiais proibindo-os de servir clientes que estejam usando gravatas, segundo a imprensa local.

A polícia moral disse que aqueles que desafiarem a ordem poderão ter seus locais fechados temporariamente ou perder sua licença de trabalho.

Nos anos iniciais após a revolução islâmica de 1979, o uso de gravata era visto como símbolo da decadência ocidental, mas as atitudes vinham sendo relaxadas nos últimos anos.

A ordem dada aos barbeiros e cabeleireiros faz parte de uma campanha iniciada na semana passada pelo governo do Irã contra vestimentas consideradas anti-islâmicas.

Segundo a polícia, 95% dos salões de barbeiro seguem as regras islâmicas, mas os restantes devem ser alertados de que podem ser fechados se não cumprirem as normas.

Véu

Até agora, a campanha vinha se concentrando principalmente nas roupas das mulheres, com ênfase no uso do véu para cobrir a cabeça.

Centenas de mulheres iranianas foram presas na semana passada por não usarem o véu de forma adequada.

A mulher de um diplomata estrangeiro chegou a ser detida, mas conseguiu convencer os policiais de que tinha imunidade.

A polícia moral também proibiu o uso de maquiagem para homens, costume praticado em alguns lugares por noivos no dia do casamento.

Também têm havido casos de jovens com cabelos longos e penteados diferentes obrigados a cortá-los, além de advertências contra o uso de camisas de mangas curtas.