17 de abril, 2007 - 10h44 GMT (07h44 Brasília)
Um dia após o pior massacre a tiros da história dos Estados Unidos, editoriais dos principais jornais americanos analisam as razões da tragédia e discutem as possíveis mudanças necessárias para evitar que ela se repita.
Para o New York Times, o massacre “é mais uma lembrança aterrorizante de que alguns dos maiores perigos enfrentados pelos americanos vêm de assassinos domésticos com armas que são assustadoramente fáceis de se obter”.
O editorial do Times lembra que após o massacre na escola Columbine, em 1999, quando dois alunos mataram 12 estudantes, um professor e se mataram, as autoridades adotaram medidas para tentar identificar os perigos de uma nova tragédia e evitar uma repetição, mas que isso não funcionou na Virgínia.
“O que é necessário, urgentemente, são controles mais fortes sobre as armas letais que causam tal carnificina devastadora e tais perdas irreparáveis”, conclui o jornal.
Questões
No Washington Post, o editorial comenta que “a nação se enluta, mais uma vez, quando as vidas de jovens cheias de promessa e possibilidade foram interrompidas por um flagelo já familiar nos campi escolares”.
Para o jornal, o massacre levanta diversas questões. “Sob que circunstâncias, e onde, o atirador conseguiu suas armas? A universidade teria sofrido a mesma tragédia se as leis da Virgínia não proibissem o uso de armas no campus? Os detectores de metais deveriam ser generalizados nas salas de aulas e moradias estudantis americanos? E por que os atiradores são tão capazes de promover suas matanças nas escolas americanas?”
O Los Angeles Times, por sua vez, evita se posicionar em seu editorial, alegando que “após um evento tão terrível como os tiros na Virginia Tech, um silêncio respeitoso é o melhor”.
Para o jornal, o massacre “ocasionou uma onda de conclusões apressadas, tomadas de posição instantâneas e o requentamento de argumentos antigos”. “Por respeitos aos mortos, por respeito aos sobreviventes, e mesmo por respeito a esse amargo acontecimento, deveríamos lembrar que há momentos nos quais o silêncio é a melhor resposta”, diz o editorial.