17 de abril, 2007 - 20h25 GMT (17h25 Brasília)
Bruno Garcez
Enviado especial a Blacksburg (Virgínia)
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta terça-feira em Blacksburg, na Virgínia, que é "impossível entender" a violência que provocou a morte de 33 pessoas no campus da Universidade Virginia Tech.
"É impossível entender tal violência e sofrimento. Aqueles que perderam suas vidas não fizeram nada para merecer seus destinos", disse o presidente em uma cerimônia na universidade.
"'Este é um dia de pesar para a comunidade da Virginia Tech, e é um dia de tristeza para todo o nosso país."
Bush disse que ele e a primeira-dama, Laura Bush, foram a Blacksburg, cidade que abriga a Universidade, com "pesar no coração".
"O dia de ontem (segunda-feira) começou como qualquer outro. Estudantes pegaram suas mochilas e foram para a sala de aula. Mas o dia teve uma reviravolta sombria, com os estudantes e funcionários buscando proteção nas salas de aula e nos dormitórios, confusos, aterrorizados e profundamente preocupados."
Ao final da manhã, afirmou o presidente, "foi o pior dia de um campus universitário americano e, para muitos de vocês, foi o pior dia de suas vidas".
De acordo com o líder americano, os que morreram "estavam apenas no lugar errado, na hora errada".
União
O presidente elogiou o sentimento de união entre os alunos da Virginia Tech. "Mesmo quando os eventos ainda estavam se desdobrando, vocês se juntaram em salas de jantar e blogs."
O governador da Virgínia, Tim Kane, disse que a comunidade do Estado deve manter o moral elevado não apenas em seu próprio benefício, mas para dar uma mensagem positiva para o mundo.
O reitor da Virginia Tech, Charles Steger, afirmou que não há palavras para expressar a dor de todos na universidade.
Ele descreveu o sentimento entre os membros da universidade como "quase paralisante", mas acrescentou que o momento exige que se "compreenda o incompreensível e dê sentido ao insensato".
Mesmo após a tragédia, o governo tem descartado rever as leis de controle de armas em vigor nos Estados Unidos. A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, afirmou ser preciso aplicar a lei e não limitar o porte de armas.