12 de abril, 2007 - 18h23 GMT (15h23 Brasília)
Barbara Plett
do Waziristão do Sul
O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, afirmou que integrantes de grupos tribais mataram cerca de 300 militantes estrangeiros em batalhas nas proximidades com a fronteira do Afeganistão.
Este é o maior número relatado depois de várias semanas de batalhas entre militantes uzbeques e moradores do local, da etnia pachto.
Fontes locais afirmam que o número de mortos foi bem menor, por volta de cem.
O presidente também admitiu pela primeira vez que o Exército deu apoio às tribos locais, algo que era negado publicamente.
Os números fornecidos por Musharraf eram mais altos do que os relatados anteriormente pelo Exército e muito maiores do que os informados por moradores da região.
Pressão
Aparentemente os militares querem destacar a rebelião contra os uzbeques, provavelmente por estarem sob pressão dos países ocidentais para tomar medidas contra militantes estrangeiros nas áreas de influência tribal, perto da fronteira.
A aliança militar Otan teme a entrada de militantes no Afeganistão.
Os uzbeques não tinham um envolvimento significativo na insurgência afegã, mas muitos dos membros de grupos tribais estão ligados ao conflito.