05 de abril, 2007 - 22h50 GMT (19h50 Brasília)
O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira que enviará uma missão de observadores para acompanhar as eleições presidenciais no Timor Leste.
O povo do Timor Leste vai às urnas na segunda-feira para escolher o próximo presidente. É a primeira eleição presidencial no Timor Leste desde a independência do país, em 2002.
"Único país da Ásia e Oceania que tem o português como língua oficial, Timor Leste conquistou sua independência após heróica luta de libertação nacional", afirma nota divulgada pelo Itamaraty.
"O Brasil tem-se mostrado plenamente solidário aos esforços timorenses para edificar o Estado nacional e consolidar as instituições democráticas."
Os observadores brasileiros trabalharão em coordenação com uma comitiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), grupo do qual o Brasil também faz parte.
Tensão
A ONU divulgou nota nesta quarta-feira afirmando que a eleição no Timor Leste "é importante não apenas para a paz no país, mas também para a estabilidade de longo prazo".
O clima de tensão no país tem crescido desde o começo da semana. Teme-se a volta da violência sectária.
Em maio do ano passado, pelo menos 33 pessoas morreram e mais de 150 mil fugiram de suas casas devido a conflitos na capital Dili. A crise foi desencadeada pela ordem do então primeiro-ministro Mari Alkatiri de demitir 600 homens das forças de segurança do país.
Forças internacionais foram enviadas para conter a violência.
Oito candidatos disputam o lugar do presidente Xanana Gusmão, que há tempos vem dizendo que não pretende se candidatar à reeleição.
José Ramos Horta, ganhador do Prêmio Nobel da Paz e atual primeiro-ministro, está concorrendo.
Outros candidatos fortes são o dirigente do partido Fretilin, Francisco Guterres, e o líder do partido de oposição Fernando "Lasama" De Araújo.