04 de abril, 2007 - 13h23 GMT (10h23 Brasília)
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinehad, anunciou nesta quarta-feira que irá libertar os 15 marinheiros e fuzileiros navais britânicos detidos no país há quase duas semanas.
Ele repetiu, em uma entrevista coletiva em Teerã, as alegações de que o grupo "invadiu" as águas territoriais iranianas, mas disse que eles serão libertados como um "presente" para a Grã-Bretanha.
O anúncio foi feito pouco depois que o líder iraniano condecorou os homens da guarda costeira iraniana que detiveram os britânicos no Golfo Pérsico.
A Grã-Bretanha disse que os 14 homens e uma mulher estavam em águas territoriais iraquianas sob um mandato das Nações Unidas.
A manutenção dos britânicos gerou tensões entre os dois países, e foi condenada pela União Européia, que a considerou uma violação de leis internacionais.
O Irã alega que o grupo violou suas águas territoriais, o que é negado pela Grã-Bretanha.
Ahmadinejad também criticou a invasão liderada pelos Estados Unidos ao Iraque e a guerra de Israel no Líbano.
"Miséria"
O líder iraniano usou a entrevista coletiva por ocasião do Ano Novo Persa para condenar os países que, segundo ele, estão por trás da "miséria" e "destruição" no mundo.
Ahmadinejad disse que não parece haver ninguém "para se levantar e defender os direitos dos oprimidos".
O presidente do Irã iniciou a entrevista coletiva com referências ao Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, em seguida fez um discurso amplo sobre a história moderna do Oriente Médio e atacou o Ocidente.
A invasão do Iraque foi baseada em uma falsa premissa de que o Iraque tinha armas de destruição em massa, disse Ahmadinejad, e mesmo agora "as forças de ocupação continuam lá e pessoas ainda estão sendo mortas".