31 de março, 2007 - 21h13 GMT (18h13 Brasília)
Bruno Garcez
De Washington
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado, durante sua visita aos Estados Unidos, que pretende chegar a uma "solução final" para a crise no setor aéreo brasileiro na terça-feira e que espera que a situação nos aeroportos seja normalizada até amanhã.
Antes de se encontrar com o presidente americano, George W. Bush, Lula afirmou que o impasse é "um problema de gestão antigo", agravado pelo acidente do avião da Gol em setembro do ano passado e, na sexta-feira, com a greve dos controladores de vôo.
"É uma crise que tem uma duração já de quatro meses, porque não é um problema só. Ou seja, nós temos um problema de gestão antigo, ele se agravou com aquele acidente que houve entre o Legacy e o avião da Gol, que deixou centenas de pesoas mortas, ontem se agravou com o começo de uma greve", disse Lula.
O presidente disse ainda ter conversado até o início da madrugada deste sábado com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Junit Saito, e com o vice-presidente da República, José Alencar, e com o ministro da Defesa, Waldir Pires.
Fim da greve
O teor das conversas, segundo o presidente, foi um só: pôr um fim à greve.
"Exigi que eles resolvessem o problema do impasse que estava acontecendo naquele momento. Me parece que foi resolvido com um acordo feito pelo Paulo Bernardo", afirmou o presidente.
Lula acrescentou que, depois conversar novamente com o brigadeiro Saito e com o ministro Waldir Pires, acredita que até terça-feira o governo encontrará uma solução definitiva para o problema.
Lula volta para o Brasil neste domingo e disse que "não pode aceitar a idéia, por mais justo que seja" de grevistas deixarem milhares de pessoas sem poder voar durante horas por aumento de salários.
"Tem homens e mulheres que têm destino pra chegar, que pagaram uma passagem e portanto têm que ser tratadas com respeito. Ou seja, as pessoas que têm uma função que é considerada função essencial precisam ter mais responsabilidade do que outra."
Lula disse ainda que quando era dirigente sindical considerava que setores das empresas podiam ser parados e quais continuariam a funcionar, "porque era importante pra continuidade da produção, do serviço".