27 de março, 2007 - 21h55 GMT (18h55 Brasília)
O Senado italiano aprovou nesta terça-feira uma proposta que garante a manutenção das tropas do país no Afeganistão, considerada um teste importante para a coalizão de centro-esquerda do primeiro-ministro Romano Prodi.
Há cerca de um mês, Prodi viu uma medida semelhante ser rejeitada pela Câmara Alta em Roma, o que desencadeou uma crise que quase o levou a deixar o poder.
A proposta estabelecia o financiamento de todas as operações militares da Itália no exterior. O país mantém um contingente de 1,8 mil soldados no Afeganistão.
Alguns membros de esquerda da base de governo, que defendem o retorno imediato das tropas italianas no país asiático, deixaram claro que se opunham à medida.
Mas a proposta recebeu o apoio de 180 senadores, enquanto dois votaram contra e 132 se abstiveram. Prodi tem uma maioria de apenas uma cadeira no Senado.
Segundo o correspondente da BBC em Roma Christian Fraser, a oposição de centro-direita pareceu estar dividida na votação.
Muitos cristão-democratas acabaram votando a favor da moção defendida por Prodi para mostrar solidariedade com os soldados italianos em missões no exterior.
A moção já havia sido aprovada no início do mês pela Câmara baixa do Parlamento italiano.