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25 de março, 2007 - 15h03 GMT (12h03 Brasília)

Márcia Freitas
De Londres

Estudantes de Londres, Recife e São Paulo discutem mudança climática

Três escolas, dois países, um tema comum. Estudantes de Londres, de Recife e de São Paulo discutiram os efeitos da mudança climática nesta sexta-feira através de uma videoconferência organizada pelo Conselho Britânico.

O projeto reuniu 80 estudantes de 14 a 17 anos do Colégio Boa Viagem, em Recife, Colégio São Luís, em São Paulo, e Grey Coat Hospital School, uma escola para meninas de Londres.

"Eu acho que se a gente conseguir que o maior número de pessoas tome conhecimento de que isso (a mudança climática) está se tornando um grande problema para o mundo, para o planeta, a gente vai ter alcançado nosso objetivo", disse Roberta Kacowicz, representante do Conselho Britânico em Recife que veio participar da conferência em Londres.

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Inicialmente, os três grupos apresentaram os resultados de uma pesquisa que realizaram em suas comunidades para saber o que jovens sabem e pensam sobre a mudança climática.

Depois, a parte mais divertida do evento. Os alunos tiveram a chance de trocar perguntas e informações sobre o impacto da mudança climática em cada cidade e sobre o que está sendo feito no Brasil e na Grã-Bretanha para tentar resolver o problema.

Os estudantes de Recife afirmaram, por exemplo, que já notam o efeito da mudança climática no nível do mar. Problema semelhante foi relatado pelas britânicas em relação ao nível do Tâmisa.

Biocumbustível e rodízio

Mas o que causou maior impacto entre as estudantes britânicas foram o rodízio de carros nas ruas de São Paulo e o uso do biocombustível.

"Eu achei uma medida um pouco dura", disse Rosy Andrews, de 15 anos, sobre o rodízio.

"Se o pedágio urbano (implementado em Londres) já difícil de ser seguido por algumas pessoas, eu fico pensando se uma idéia assim (do rodízio) pode funcionar", completou.

Já a estudante Ruby Pasong, de 16 anos, ficou impressionada com as iniciativas brasileiras.

"Eu fiquei impressionada com o rodízio de carros e também com o uso do biocombustível", disse.

"Eu fiquei pensando como é que o Brasil tem um projeto desses (o do biocombustível) e nós não temos", afirmou Ruby.

"Esse tipo de projeto mostra que há muitas coisas que nós podemos aprender com o Brasil", completou.

O intercâmbio entre os alunos das três cidades deve continuar. Ao final da conferência, o Conselho Britânico convidou dois alunos brasileiros - um de São Paulo e um de Recife - para vir a Londres participar de uma conferência internacional para jovens sobre "cidades verdes".