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23 de março, 2007 - 21h00 GMT (18h00 Brasília)

Marina Wentzel
De Hong Kong

Comércio entre China e América Latina deve dobrar em 5 anos

Um estudo divulgado nesta sexta-feira em Pequim revela que as trocas comerciais entre a América Latina e a China chegaram a US$ 70,2 bilhões (R$ 144 bilhões) em 2006 e podem passar de US$ 100 bilhões (R$ 206 bilhões) até 2010.

Isso representa um aumento de 100% em relação a 2005, quando o volume registrado foi de US$ 50 bilhões (R$ 103 bilhões).

A pesquisa conduzida pela Academia Chinesa de Ciências Sociais (ACCS) calcula que as trocas comerciais entre a China e a região latina aumentaram em 40% entre 2005 e 2006.

Atingir os US$ 100 bilhões nos próximos três anos "é absolutamente possível", defendeu o subdiretor da ACCS, Jiang Shixue, em entrevista ao jornal oficial do Partido Comunista chinês, o Diário do Povo.

Brasil é Líder

Os números se baseiam em estatísticas de janeiro a novembro de 2006 e apontam o Brasil como líder entre os parceiros comerciais da China na América Latina.

As trocas comerciais China-Brasil foram da ordem de US$ 18,5 bilhões (R$ 38,14 bilhões) nesse período do ano passado, correspondendo a 26% de todo o volume comercializado pelos chineses com países latinos.

Com esse desempenho, o Brasil ficou quase US$ 10 bilhões à frente do segundo colocado, o México, no intercâmbio comercial com os chineses.

De acordo com a pesquisa, o Brasil é o 10º maior exportador para a China e o parceiro a registrar o 10º maior superávit na balança comercial com o país asiático. Um nítido contraste com o México, que tem o 10º maior déficit.

Outros países

O Chile, com um intercâmbio comercial de US$ 7,94 bilhões (R$ 16,3 bilhões), ficou em terceiro na América Latina. O país assinou um acordo de livre comércio com a China no ano passado e provavelmente irá incrementar o volume das trocas comerciais num futuro próximo.

A Argentina veio em quarto com US$ 5,14 bilhões (R$ 10,5 bilhões), seguida da Venezuela, com US$ 4,13 bilhões (R$ 8,5 bilhões), do Peru, US$ 3,64 bilhões (R$ 7,5 bilhões), e do Panamá, com US$ 3,47 bilhões (R$ 7,1 bilhões).

Todos os outros países latino-americanos e caribenhos somados representam 20% do volume total de comércio, ou seja, US$ 14 bilhões (R$ 28,8 bilhões).