19 de março, 2007 - 11h25 GMT (08h25 Brasília)
As remessas de dinheiro feitas por emigrantes à América Latina e ao Caribe devem ultrapassar a marca dos US$ 100 bilhões por ano por volta de 2010, aponta um estudo feito pelo Fundo Multilateral de Investimentos (Fomin) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
"Em função das atuais tendências econômica e demográfica na América Latina e no Caribe e nos países industrializados, as remessas continuarão a crescer em volume nos próximos anos para mais de US$ 100 bilhões por ano por volta de 2010", disse Donald F. Terry, diretor do Fomin.
O aumento do fluxo, contudo, não é motivo para comemoração, destaca Terry, porque reflete o fato de que a região não gera oportunidades de renda suficientes para evitar que milhares de pessoas migrem.
Em 2007, o Fomin prevê que a América Latina e o Caribe vão receber cerca de US$ 72 bilhões em remessas.
Histórico
No ano passado, o fluxo de remessas à América Latina e ao Caribe somou US$ 62,3 bilhões, 14% a mais do que em 2005, superando o fluxo de investimentos diretos e ajuda financeira à região.
O dinheiro foi enviado, em sua grande maioria, por emigrantes que vivem na América do Norte, Europa e Ásia.
O México foi o que mais recebeu remessas (US$ 23 bilhões), seguido pelo Brasil (US$ 7,4 bilhões) e Colômbia (US$ 4,6 bilhões).
As remessas ao Brasil quase triplicaram desde 2001, de acordo com os dados do Fomin. Naquele ano, o fluxo ao país somava US$ 2,6 bilhões.
Guatemala, El Salvador, República Dominicana, Equador e Peru receberam, cada um, cerca de US$ 3 bilhões em 2006.